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MANJERONA Origanum majorana
Descrição : Planta da família das Labiadas, tambêm conhecida como flor-do-himeneu, manjerona-doce. É uma planta bi-anual com uma raiz principal muito ramificada e cresce até 25cm de altura, aromática e silvestre, que cresce a beira dos caminhos e nos terrenos baldios. Herbácea vivaz, de caule ramificado que pode atingir um metro de altura. Possui pequenas folhas ovais e esbranquiçadas com pequenas flores, brancas ou púrpuras, com um cálice com cinco dentes e crescem em corimbos. Seus frutos são ovais e lisos, com cheiro aromático. Sua história é repleta de lendas, os médicos gregos empregavam o orégano em fomentações para aplicação externa, como chá para convulsões e hidropisia, e como antídoto para venennos narcotizantes. Seu pertume inconfundível é penetrante, exótico e presta-se à fabricação de sabonetes e perfumaria. Seu sabor é amargo. Reprodução por divisão de touceiras. Habitat: É nativa do Mediterrâneo e do Oriente Médio. História: Uma das mais antigas plantas medicinais, e em uso até nossos dias. Também é cercada de misticismo, era usada na antiguidade pelos oráculos e ainda hoje é usada no folclore europeu para sortilégios de amor; Faz parte da Farmacopéia Homeopática. Partes Utilizadas : Sumidades florais e as folhas. Plantio : É perene nos climas frios e precisa ser tratada como planta anual, que brota a cada primavera, deixar as sementes em local fechado e bem protegido. Se for colocada em um pote antes do inverno, a manjerona aguentará o frio numa janela que receba o sol, podendo ser usada como tempero. Origem : Portugal. Propriedades : Antiespasmódica (essência e infusão), carminativa, digestiva, sedativa (essência e infusão), hipotensora (essência e infusão), expectorante e anti-reumática (fricções), diaforética, tônica e enemagoga. Indicações : Também usada como tempero, combate à insônia, gripes, resfriados, flatulência, cólicas menstruais. Dores de cabeça, tonturas, depressão, neurastenia e enjôos de viagem; Paralisias; entorses e traumatismos; Afecções da pele: tumores, feridas inflamadas, contusões; Afecções gastro-intestinais: gastrite; Congestão nasal da rinite e dos resfriados; Tosses paroxísticas; O óleo essencial é indicado em uso externo para dores músculo·esqueléticas e em aromaterapia. Principios Ativos : Óleo essencial com 40% de terpenos. Flavonóides: diosmetina, luteolina., apigenina e seus glicosídeos - vitexina, orientina timonina; Glicosídeos hidroquinônicos: arbutina e metil-arbutina; Derivados do ácido cafeico: ácidos roamarínico e clorogênico; Polissacarídeos hidrossolúveis; Triterpenos: ácidos ursollco e oleanóico; hidrato de cissabineno, hidrato-acetato de cis-sabineno, sabineno e hidrato de trans-sabineno. Após a destilação o hidrato-acetato de cis-sabinenose transforma em 4- ol-terpineno, ?-terpineno, a-terpineno, limoneno e terpinóis; Taninos; Matérias amargas; Pentosanas; Sais minerais. Farmacologia: As plantas aromáticas, através de diferentes rotas metabólicas, sintetizam grupos de princípios ativos. Entre estes os óleos essenciais, em dfferentes partes das plantas, principalmente nas folhas, flores, raízes, e estruturas especiaiizadas, como nos tricomas glandulares e nas bolsas secretoras; A maioria dos óleos essenciais possui ação antivirótica, antiespasmódica, analgésica, bactericida, cicatrizante, expectorante, relaxante evermífuga; Para uso em perfumaria, é extraído o óleo essencial da planta fresca ou dessecada, colhida o mais próximo possível do inicio da floração. A porcentagem de óleo essencial na planta fresca fica em tomo de 0,50%. Na planta seca, seu teor de óleo pode variar de 0,70 até 3%; A manjerona já demonstrou in vitro propriedades antimicrobianas, antivirais e inseticidas. Toxicologia : É contra-indicada para diabéticos. Evitar seu uso prolongado pelo seu conteúdo de arbutina, timol e hidroquinonas. Uso na gestação e na amamentação: Contra-indicada na gestação por seus efeitos sobre o útero. As lactantes devem usá-la em pequenas quantidades, se necessário, preferencialmente como tempero aromático. Contra-indicações: Pessoas alérgicas ao orégano e ao timol; Óleo essencial para crianças e planta como medicinal para gestantes; Uso interno do óleo essencial. O uso em quantidades elevadas ou o uso intemo do óleo pode causar diarréia, náusea e vômitos. Superdosagem: Caso ocorra - tratamento sintomático para náusea, vômitos e diarréia deverá ser instituído. Modo de Usar : Uma infusão quente tomada no início do sarampo promove perspiraçã e provoca as erupções. Algumas gotas do óleo dsa folhas na cavidade do dente acalmam a dor. Posologia: Adultos: Como tempero; 8g de folhas adultas frescas ou 4g de folhas secas (2 colheres de sopa para cada xícara de água) em infuso ou decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para todas as indicaçéJes, para colutórios e compressas. O óleo essencial é usado extemamente, 3 gotas diluídas em 200ml de óleo vegetal em fricções; 8g de folhas frescas vaporizadas em água quente para emplastro nas afecções da pele e dores; Com as folhas secas se prepara um ungüento que deve ser mantido sob refrigeração, que é usado externamente para a congestão nasal e rinites e pode ser colocado na água quente para inalações; Uso em Aromateraapia; Crianças usam apenas externamente. Aromaterapia : Anti-stresse e relaxante. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. O poder das Plantas - Adele G. Dawson - Editora Nova Era. |
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