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BENEFÍCIOS E PROPRIEDADES DA MANJERONA

Origanum majorana

Descrição : Planta da família das Labiadas, também conhecida como flor-do-himeneu, manjerona-doce.

É um pequeno arbusto bianual, em alguns locais é perene, com uma raiz principal muito ramificada, podendo crescer até 25 cm de altura, aromática e silvestre, que cresce a beira dos caminhos e nos terrenos baldios, seu caule é ramificado .

Possui pequenas folhas ovais e esbranquiçadas com pequenas flores, brancas ou púrpuras, com um cálice com cinco dentes e crescem em corimbos.

Seus frutos são ovais e lisos, com cheiro aromático.

Origem : É nativa do Mediterrâneo e do Oriente Médio, em muitads referências Portugal é tido como a terra natal da manjerona.

História: Uma das mais antigas plantas medicinais, e em uso até nossos dias é cercada de misticismo, pois era usada na antiguidade pelos oráculos e ainda hoje é usada no folclore europeu para sortilégios de amor.

Sua história é repleta de lendas, os médicos gregos empregavam o orégano em fomentações para aplicação externa, como chá para convulsões e hidropisia, e como antídoto para venenos narcotizantes.

Também na Grécia antiga era utilizado pelas cortesãs para como afrodisíaco. (Tavares, 18)

Partes Utilizadas : Sumidades florais e as folhas.

Plantio : É perene nos climas frios e precisa ser tratada como planta anual, que brota a cada primavera, deixar as sementes em local fechado e bem protegido. Se for colocada em um pote antes do inverno, a manjerona aguentará o frio numa janela que receba o sol, podendo ser usada como tempero. Sua reprodução se dá por divisão de touceiras.

Propriedades : Antiespasmódica (essência e infusão), carminativa, digestiva, sedativa (essência e infusão), hipotensora (essência e infusão), expectorante e antirreumática (fricções), diaforética, suavemente tônica e emenagoga, seu sabor é amargo.

Indicações : Também usada como tempero, combate à insônia, gripes, resfriados, flatulência, cólicas menstruais, dores de cabeça, tonturas, depressão, neurastenia e enjoos de viagem; paralisias; entorses e traumatismos; afecções da pele: tumores, feridas inflamadas, contusões; afecções gastrointestinais, convulsões, hidropisia, gastrite; congestão nasal da rinite e dos resfriados; tosses paroxísticas; o óleo essencial é indicado em uso externo para dores músculo·esqueléticas.

Seu perfume inconfundível é penetrante, exótico e presta-se à fabricação de sabonetes e perfumaria, esse perfume distingue-se do orégano vulgar (Origanum vulgare) por possuir uma aroma mais delicado. ( Del Medico, 55)

Princípios Ativos : Óleo essencial com 40% de terpenos. Flavonoides: diosmetina, luteolina., apigenina e seus glicosídeos - vitexina, orientina timonina; Glicosídeos hidroquinônicos: arbutina e metil-arbutina; Derivados do ácido cafeico: ácidos roamarínico e clorogênico; Polissacarídeos hidrossolúveis; Triterpenos: ácidos ursolico e oleanóico; hidrato de cissabineno, hidrato-acetato de cis-sabineno, sabineno e hidrato de trans-sabineno.

Após a destilação o hidrato-acetato de cis-sabinenose transforma em 4- ol-terpineno, 4-terpineno, a-terpineno, limoneno e terpinóis; taninos ; Matérias amargas; Pentosanas; Sais minerais.

Farmacologia: As plantas aromáticas, através de diferentes rotas metabólicas, sintetizam grupos de princípios ativos. Entre estes os óleos essenciais, em deferentes partes das plantas, principalmente nas folhas, flores, raízes, e estruturas especializadas, como nos tricomas glandulares e nas bolsas secretoras; A maioria dos óleos essenciais possui ação antivirótica, antiespasmódica, analgésica, bactericida, cicatrizante, expectorante, relaxante e vermífuga; Para uso em perfumaria, é extraído o óleo essencial da planta fresca ou dessecada, colhida o mais próximo possível do inicio da floração. A porcentagem de óleo essencial na planta fresca fica em tomo de 0,50%. Na planta seca, seu teor de óleo pode variar de 0,70 até 3%; A manjerona já demonstrou in vitro propriedades antimicrobianas, antivirais e inseticidas.

Manjerona

Uso na gestação e na amamentação: contraindicada na gestação por seus efeitos sobre o útero. As lactantes devem usá-la em pequenas quantidades, se necessário, preferencialmente como tempero aromático.

Contraindicações: Pessoas alérgicas ao orégano e ao timol; Óleo essencial para crianças e planta como medicinal para gestantes; Uso interno do óleo essencial. O uso em quantidades elevadas ou o uso intermo do óleo pode causar diarreia, náusea e vômitos.

É contraindicada para diabéticos. Evitar seu uso prolongado pelo seu conteúdo de arbutina, timol e hidroquinonas.

Superdosagem: Caso ocorra fazer o tratamento sintomático para náusea, vômitos e diarreia deverá ser instituído.

Posologia:

Adultos.

É receita recorrente em muitos livros de medicina caseira do século XIX que uma infusão quente tomada no início do sarampo promove respiração e provoca as erupções. Também encontramos referências de que algumas gotas do óleo das folhas na cavidade do dente acalmam a dor. (Dawson, 88)

Como tempero; 8g de folhas adultas frescas ou 4g de folhas secas (2 colheres de sopa para cada xícara de água) em infuso ou decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs para todas as indicações, para colutórios e compressas.

O óleo essencial é usado externamente, 3 gotas diluídas em 200ml de óleo vegetal em fricções; 8g de folhas frescas vaporizadas em água quente para emplastro nas afecções da pele e dores; Com as folhas secas se prepara um unguento que deve ser mantido sob refrigeração, que é usado externamente para a congestão nasal e rinites e pode ser colocado na água quente para inalações.

Crianças

Usar apenas externamente.

Bibliografia :

__ ., Descrição botânica, cultivo e uso de Origanum majorana L., manjerona e de Origanum vulgare L., orégano, FEPAGRO, 2002

Dawson, Adele G., O Poder das Plantas, um guia sobre o uso medicinal e culinário de plantas selvagens e cultivadas, 3.a Edição, Editora Nova Era. 2000.

Del Medico, Bruno., Macerados, infusões, decocções: Remédios biodinâmicos contra pragas de vegetais, Cultivare L`orto Editrice - 2014.

Tavares, Zulmira Ribeiro., O Nome do Bispo, Companhia das Letras, 3 Edição.


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