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MARCELA DO CAMPO

Achyrocline satureioides

Descrição : Planta da família das Asteraceae, também conhecida como alecrim-de-parede, camomila-nacional, carrapichinho-de-agulha, chá-de-lagoa, losna-do-mato, macela, macela-amarela, macelinha, marcela, marcela-da-terra, marcela-do-campo, macela-do-sertão, marcela-galega, paina. É uma planta anual, que atinge até 50 centímetros de altura, formando touceiras de grande extensão e com caule membranáceo. As folhas são alongadas, finas, membranáceas, com muitos pêlos e de coloração amarelada. A inflorescência é terminal, composta de capítulos de flores pequenas, membranáceas e de cor amarelada. O fruto é um aquênio muito pequeno. Reproduz-se por semente, sendo muito resistente e pouco exigente em relação ao solo e a água. É uma planta invasora, muito comum em pastagens, beira de estradas e terrenos. A colheita da planta toda deve ser feita quando surgirem as flores ou seja, antes de estarem completamente maduras, aproveitando assim as suas qualidades terapêuticas. Seu florescimento ocorre nos meses de março e maio e nessa época chama muito a atenção por sua coloração amarelada pálida característica. No Rio Grande do Sul há a tradição de colheita da macela na sexta-feira Santa, antes do sol nascer; pois acredita-se que a colheita nesse dia traga mais eficiência ao chá das flores. No Nordeste elas florescem em setembro e geralmente são indicadoras de solos acidificados e degradados.

Parte utilizada: Sumidades florais abertas (secas).

Habita: É nativa da América do Sul, aparecendo em todos os passes sul-americanos, nas áreas mais quentes.

História: É usado pela população cabocla brasileira há centenas de anos, para as principais indicações relatadas. É usada também medicinalmente em todos os países onde é encontrada, variando suas indicações dentro do repertório apresentado e como expectorante no Peru e antiasmática na Argentina.

Origem : América do Sul. Medra no Brasil nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul.

Modo de Conservar : A planta toda deve ser seca ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de pano.

Partes utilizadas : Planta toda.

Princípios Ativos : Óleo essencial (1-8-cineol, cariofileno, óxido de cariofileno, d-cadineno, cariatina, germacreno-D e a-pineno); flavonóides (isonafaliina, quercitina, galangina-3-metiléter, galangina, isognafalina, luteolina, quercetagetina, tamarixetina, tamarixetina 7-glucosídeo, quercetina 3,7-dimetileter, isognafaliina, quercitina-3-metiléter 7-diglicosídeo (54), alnustina, 5,7,8-trimetoxiflavona, 7-hidroxi-3,5,8-trimetoxiflavona, 3,5,7,8-tetrametoxiflavona, kawapirona); ácidos polifenólicos e ésteres (ácido clorogênico e isoclorogênico, protocatequilcalerianina, ácido caféico, cafeoilcalerianina); fenilpironas (italidipirona e 23-metil-6-0-desmetil auricepirona); sesquiterpenos, derivados da fenilpirona e morina, compostos acetilênicos, luteolina, ésteres de coleriantina, monoterpenos, canfeno, mirceno, a-terpineno, borneol, a-himachaleno; saponinas, substâncias amargas (lactonas), taninos.

Propriedades medicinais: Adstringente, amarga, anódina, antiálgica, antiasmática, antibactericida, antidiabética, antidiarréica, antiedematogênica externa e interna, antiepiléptica, antiespasmódica, antiflogística, anti-helmíntica, anti-herpética, antiinfecciosa, antiinflamatório, anti-séptica, antiviral, antitumoral, aperiente, bactericida, carminativa, calmante para problemas digestivos, colagoga, colinolítica, miorrelaxante, digestiva, estomáquica, emenagoga, estomáquica, eupéptica, febrífuga, estimulante da circulação capilar, hipocolesterolêmica, imunoestimulante, miorrelaxante, protetor solar, sedativa, sudorífera, tônica.

Indicações : Azia, cálculo biliar, clarear cabelos, cefalalgias, cólicas intestinais, contrações musculares bruscas, contusões, desordens menstruais, diabetes, diarréias, disenteria, disfunções gástricas e digestivas, dor de cabeça, dor de estômago, epilepsias, espasmos, estimulante da circulação capilar, febre; gastrite, impotência, inapetência, inflamação, lavar feridas e úlceras, má digestão; pele e cabelos delicados; nervosismo, perturbações gástricas, protetor solar, queda de cabelos, resfriado, retenção de líquidos, reumatismo, suores fétidos nos pés. Suas flores secas são utilizadas em muitas regiões para o preenchimento de travesseiros e acolchoados.

Modo de usar:

Epilepsias, perturbações gástricas : infusão de 2 xícaras das de cafezinho em ½ litro de água. Tomar 6 xícaras das de chá ao dia; - infusão de 10 g de flores em 1 litro de água. Beber 3 a 4 xícaras ao dia após as refeições; - sumo;

Lavar feridas e úlceras e para banhar os pés contra os suores fétidos - Uso externo: infusão de 30 g de flores em 1 litro de água. Aplicar na forma de compressas 3 a 4 vezes ao dia.

Favorecem o sono - travesseiros: preenchidos com as flores,

Para clarear os cabelos, estimulante da circulação capilar, queda de cabelos, peles e cabelos delicados. xampus, sabonetes a 2-5% de extrato glicólico; - infusão 5% como enxágüe

Digestivo estomacal; hepático e intestinal; diarréias, desinterias : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de chá das flores e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Ainda morno, tome 1 xícara de chá de manhã, em jejum, e outra 30minutos antes das principais refeições.

Reumatismo; dores nas juntas e músculos; nevralgias; menstruação dolorosa; cólicas intestinais e renais : em um recipiente com água em fervura, coloque uma peneira e sobre ela estenda um pano, de modo que não toque na água em fervura Espalhe sobre esse pano 5 colheres de sopa da planta toda picada. Tampe o recipiente e deixe neste vapor quente por 1o minutos. Aplique o pano com a erva, ainda morno, nas paredes afetadas. Cubra com um flanela ou lã, deixando agir por 2 horas, ou durante a noite toda.

Reumatismo; dores nas juntas e músculos; nefrangias; menstruação dolorosa; cólicas intestinais e renais : coloque 5 colheres de sopa de planta toda em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Adicione a água morna do banho. Faça um banho de imersão, durante 15 minutos, não deixando que a água do anho atinja o nível do peito. Em seguida, não enxugue, mas envolva o corpo em uma toalha grande de banho e procure provocar a transpiração.

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Formulação Caseira de Vinho medicinal da Macela do Reino.

Receita Caseira de Chá da Macela da Terra.

Contra-indicações/cuidados: Há estudos sobre o efeito hipoglicemiante da Macela. Por isso aconselha-se cuidado no uso em diabéticos e em pacientes que usem sedativos, analgésicos e barbitúricos. Pessoas com hipoglicemia; Diabéticos deve usá-Ia sob acompanhamento e ter seus níveis de glicemia sob constante monitoramento.

Interação medicamentosa: Foi demonstrado em um estudo potencialização de barbitúricos com extrato aquoso quente injetado em cobaias. Apesar de não estar claro seu comportamento neste sentido quando usada oralmente, e por sua tradição no uso popular como sedativa, seu uso pode potencializar o efeito de outros sedativos, analgésicos e barbitúricos; Também pode potencializar a insulina e antidiabéticos.






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