MARROIO Marrubium vulgare
Descrição : Planta da família das Labiadas, conhecida também como hortelã-grande ou marrio-branco. Planta perene, aromática, vivaz, lenhosa, pode atingir até 60 centímetros de altura, possui hastes quadradas, suas folhas são em forma de favos felpudas, codiformes e ovadas, é perenes e decorativas, suas flores com dois lábios, são de cor branco amarelada, que crescem em cachos e florecem no verão. crescendo em terrenos secos e áridos. Encontra-se frequentemente nos campos incultos e cultivados, caminhos, entulhos e muros em quase todo o Continente e ilhas adjacentes . O nome ciêntífico, é derivado da palavra judia marrob, que quer dizer amargo. Habitat : Nativo da Europa e Ásia, atualemente encontra-se aclimatado na América do Norte do Sul. História : Possui longa tradição na medicina doméstica, tambêm muito usado como condimento em licores, doces e pastilhas para a tosse. Plantio : Cresce em terrenos seos e áridos, muito semelhante a menta. Origem : Europa, está hoje naturalizada na América do Norte e do Sul Propriedades : Digestiva, expectorante, colerética, antipirética, vossodilatador e condimento. Indicação : Tosse produtiva e bronquite; sintomas dispépticos associados a disfunção hepatobiliar. Usos aprovados pela Comissão "E" (German Commission E Monographs)do Ministério da Saúde da República Federal Alemã: perda de apetite, dispepsia com enfartamento e flatulência. Principios Ativo : Lactonas diterpénicas amargas [marrubiina (1 a 2%), premarrubiina, marruiol, peregrinol, vulgarol]; ácidos fenólicos (derivados do ácido cafeico, ácido ferúlico); saponósidos; vestígios de óleo essencial; colina; taninos (2 a 3%); sais minerais; flavonóides (O-heterósidos e C-heterósidos de flavonas); antocianinas; alcalóides tipo pirrolidina [betonicina (0,3%]. Modo de Usar : Uso interno. Dose média diária: 4,5g Vinho : 60 gramas da planta seca macerada num litro de vinho, tomar na dose de 150 gramas por dia. Toxicologia : Trata-se de uma planta com constituintes amargos, pelo que não é bem tolerada quando da existência de gastroentrites ou de síndromas acompanhados de náuseas ou vômitos. Ao se usarem infusões, estas devem ter corretores de sabor. Empregar tratamentos descontínuos, por períodos curtos. Contra-Indicações : Deve ser evitado na gravidez, pois possui efeitos abortivos. Porém estudos sobre seu efeito durante a gestação não foram totalmente comprovados, ainda. Superdosagem : Pode induzir irregulariedades cardíacas se tomado em grandes doses, devido as prorpiedades antiarrítimicas da marrubia. Posologia do Marroio : Com 2 (duas) gramas de folhas frescas ( isso dá uma colher de sobremessa para cada xícara de água) em uma infusão duas vezes ao dia para todas as indicações de uso interno referênciadas nesse site; pode-se tambêm tomar o suco centrifugado da erva em doses de 30 ã 60 ml, ao dia. Farmacologia : O óleo voátil foi relatado possuir efeitos expectorantes e vasodilatadores. Similarmente, a marrubina estimula a secreção pela mucosa brônquica; Um estudo em ratos testou a hipótese que a marrubina estimula a secreção da bile. O estudo não encontrou nenhuma evidência desta ação, mas o ácido de marrubina, produzido pela soponização da marrubina, e o sal de sódio do ácido da marrubina estimula a secreção da bile. Porém o efeito foi temporário. Referência : A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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