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PROPRIEDADES DO PEQUI

Caryocar brasiliense

Descrição : Planta da família das caryocaraceae, também conhecida como piqui. Árvore que atinge 10 m de altura, o pequizeiro é uma das mais importantes plantas para a alimentação do homem do campo e de cada vez mais destaque nos cardápios dos restaurantes. Ornamental peto formato da copa e pelo arranjo externo das suas alvas flores, tem folhas ricas em tanino, fornecem substância tintorial, usadas pelas tecelãs (Barradas, 1971). O caule, com madeira bastante resistente, é usado como fonte de carvão siderúrgico, na construção de dormentes, esteios de curral e mourões (Paula & Alves, 1997). Também é usada na construção civil, fabricação de móveis,. As raízes prestam-se à preparação de partes de pequenas embarcações. Floresce de junho a outubro e frutifica de agosto a janeiro. Ocorrendo em campo, cerrado, cerradão e em "murunduns"da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Possui a forma globosa com 4,2 a 6,4 x 6,5 a 7.8 cm, com coloração verde por fora. Mais internamente observa-se uma massa verde clara na qual se encontra de um a quatro "caroços" (mesocarpo amarelo claro comestível) que possuem espinhos numa camada mais interior; Planta melífera (Brandão & Ferreira, 1991), é considerada árvore ornamental pela beleza da copa e das flores alvas.

Habitat: É um vegetal de porte arbóreo de ampla distribuição, encontrado em vários estados brasileiros Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato do Sul, Minas.

História: Piqui ou pequi é nome tupi: py = casca, e qui = espinho; A medicina popular regional utiliza o óleo do piqui adicionado ao mel de abelha contra gripes e bronquites. Na década de 40, o óleo de piqui era usado no preparo da "Emulsão de piqui"e o "piquióleo", para tratamento das doenças do aparelho respiratório; A polpa dos frutos cozidos, é usada na alimentação humana e também na na fabricação de licores ou sabões caseiros; como na alimentação de animais domésticos, ovinos e suínos e de animais silvestres; Os frutos também espinhosos podem causar acidentes. Sua casca e lisa, e estes situam-se abaixo da polpa, o que exige habilidade para o consumo.

Partes utilizadas : Raiz.

Indicações e utilização: Bronquite, gripes e resfriados; Controle de tumores: Regulador do fluxo menstrual; Cosméticos para nutrição da pele

Uso pediátrico: Nutracêutico

Uso na gestação e na amamentação: Nutracêutico

Posologia: O óleo misturado ao mel de abelha, em partes iguais, é utilizado como expectorante. em dose padrão que é de 0.5 a 1 ml/kg/diatorante: 4g de folhas frescas ou 2g de folhas secas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso ou decocto como regulador do fluxo menstrual; Na indústria cosmética, fabricam-se cremes para a pete tendo o pequi como componente.

Princípios ativos: Óleo: ácidos graxos insaturados; Proteínas; Carotenóides: anteraxantina, zeaxantina, violaxantina e luteína; Vitamina A; Licopeno; Celulose; Pectina total; Cálcio.

Farmacologia: O óleo da polpa tem efeito medicinal tonificante, sendo usado contra bronquite, gripes e resfriados e no controle de tumores. É comum o óleo ser misturado ao mel de abelha, em partes iguais; O chá das folhas é tido como regulador do fluxo menstrual. Na indústria cosmética, fabricam-se cremes para a pele tendo o pequi como componente. O potencial forrageiro foi evidenciado quando fragmentos de folha foram encontrados em fístula esofágica de bovinos (Macedo et ai., 1978); Da casca e das folhas ex-traem-se corantes amarelos de ótima qualidade, empregados pelos tecelões em tinturaria caseira (Silva Filho, 1992). É comum na região aproveitar o excesso da produção de pequi sob a forma de polpa desidratada ao sol, para fabricação de sabão no período de entressafra (EMBRATER,1982).


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