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PITEIRA

Agave americana.

Descrição : Planta da família das Amarilidáceas, Também conhecida como pita, piteira, caroatá-açu, gravatá-açu, piteira, agave americana. Arbusto quase sem caule, folhas convexas, oblongas, glaucas, ensiformes, suculentas, com 1 a 2m de com­primento, dispostas em roseta, com um aguilhão na ponta. A planta cresce de 4 a 8 anos e emite uma haste floral de até 6m de altura com uma inflorescência gigante em formato de candelabro com flores branco-esverdeadas tubulares. O fruto é uma cápsula triangular oblonga com inúmeras sementes. A haste da planta após a secagem oferece uma medula rica em sílica, que é usada para afiar instrumentos de corte. Não confundir com outra espécie da Amariliaceae - a Piteira.

Partes Utilizadas : Raiz, folhas e a seiva.

Habitat: Nativa do México e Antilhas, muito comum no Brasil como ornamental.

História: De sua seiva prepara-se a bebida nacional mexicana - pulche. Faz parte da Farmacopeia Home­opática, tendo sido estudada nos EE.UU. por Hale e Boerieke.

Propriedades : antiescorbútica, anti-sifilítica, anti-séptica, depurativa do sangue, digestiva, diurética, estomáquica, expectorante, hemostática, hepática, laxante, resolutiva, vulnerária.

Indicações: Anemia, blefarite, catarros bronquiais, feridas, fígado, hemorragia, icterícia, inchaços das pernas, intestino (inflamação), irritações na pele, lavar os olhos (irritações, inflamação), lepra, manchas azuladas, queda de cabelo, rins, sacudidelas nos testículos e cordões espermáticos, seborréia, sífilis, tosses.

Principios Ativos : Contém glicosídeos e saponinas hecogenina.

piteira

Modo de usar:

- suco. - raízes: anti-sifilíticas. - folhas em infusão: bebida refrescante, hepático, digestivo, sífilis, lepra.

- externamente: lavar olhos irritados. - suco fresco das folhas: resolutivo, irritações da pele, feridas e inchaços das pernas, manchas azuladas, sacudidelas nos testículos e cordões espermáticos;

- infusão: colocar em um copo uma ponta de faca de pó de agave e verter água fervente. Espere esfriar. Lavar os olhos (interna, externamente). É normal dar ardor no início da aplicação: blefarite;

- infusão de 30 g de folhas dessecadas em um litro de água fervente. Adicionar uma colher de mel e consumir em calicezinhos, durante o dia: inflamações nos intestinos;

- infusão de 25 g de folhas secas em meio litro de água. Fazer compressas mornas com gaze muito limpa: olhos (irritações e inflamações).

- infusão de 50 g de rizomas e folhas em um litro de água fervente. Deixar repousar por 25 minutos. Beber três xícaras das pequenas ao dia: sífilis.

- decocção de 80 g de rizoma e folhas em um litro de água, por dez minutos. Usar para lavagens dos cabelos: seborréia; - maceração de 50 g de filhas em um litro de água por um dia. Lavar os cabelos:queda de cabelo;

- maceração: colocar uma pitada de pó do suco condensado das folhas em meio cálice de água. Deixar repousar e usar para lavagens locais: supuração.

- tintura: colocar 10 g de folhas frescas ou de rizoma em maceração, em 50 g de álcool a 60º por 7 dias, Filtrar e administrar em doses nunca superiores a 16 g diárias: depurativa, diurética;

- pó de agave: dessecar as folhas e reduzi-las a pó em um pilão. Tomar uma colherada ao dia, diluída em um pouco de água açúcarada: fígado, rins, icterícia e anemia.

Posologia: 2g de planta seca ou 4g de planta verde (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decocto ou infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs, em uso interno como depurativo, hepático, digestivo e inflamações intestinais. O pó da planta se emprega como depurativo, 2g (1 colher de sobremesa) em água, por dia. Suco: fresco, centrifugado para uso externo em irritações da pele, feridas, edemas dos membros infe­riores, traumatismos dos testículos e cordão espermático, hematomas. O decocto de 80g de raízes para 1 litro de água para lavar cabelos com seborréia, queda.





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