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QUINOAChenopodium quinoa.
Descrição : Planta da família das Chenopodiaceae.
Produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem no altiplano andino. Conservada por quechuas e aymarás, com suas 3.120 variedades, a quinoa pinta o arco-íris nas áreas de cultivo sendo a Bolívia o seu maior produtor mundial. A Bolívia tem também o maior banco de grãos do mundo. Uma fundação custodia este que é o tesouro herdado dos povos indígenas, que conhecem a quinoa há aproximadamente 10 mil anos e asseguram que, sem ela, a vida humana seria impossível no altiplano. Um dos principais impulsores da revalorização do consumo da quinoa, Humberto Gandarillas *, acreditava que a domesticação da planta na meseta andina tenha de fato uns 10 mil anos. Seu consumo habitual foi comprovado pelos arqueólogos, ao encontrarem quinoa nas ruínas pré-hispânicas. Após a conquista espanhola, os alimentos autóctones, como a quinoa, o amaranto e a maca, caíram paulatinamente em desuso e foram substituídos pelos grãos consumidos na Europa, como o trigo e a cevada. Porém, os agricultores andinos conservaram as sementes e continuaram seus cultivos em pequenas parcelas de terra, sabendo da enorme riqueza que encerra a quinoa. Somente no último terço do século XX, os bolivianos redescobriram o valor do grão. A partir de estudos científicos e do melhoramento de algumas variedades - como a quinoa "sajama" - verificou-se uma grande expansão, tanto do seu cultivo como do seu consumo no país. Origem : Originária nos Andes, Colômbia, Peru e Chile , onde tem sido um importante alimento por mais de 6.000 anos. Seu nome é o espanhol na ortografia quéchua. Plantio : Quinoa suporta bem as grandes altitudes, é facilmente cultivadas na Cordilheira dos Andes até 4.000 metros de altura. Cresce melhor em solos bem drenados e requer um período relativamente longo de crescimento. No leste da América do Norte, é suscetível a um bicho-mineiro que pode reduzir a safra. Propriedades medicinais: cicatrizante, nutritiva, galactagogo. Indicações: afecções de catarro, apendicite, catarro, fígado, fortalecer durante gestação, induzir vômitos (devido intoxicação), inflamação, lesão da pele, luxação, mal-estar por movimento (navio, carro etc.) e altitude elevada, pós-parto, tuberculose, vias urinárias. Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica. Referência : Humberto Gandarillas - (1920-1998). Especialísta no uso desse alimento.A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979. Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997. CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo. Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais. |
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