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RAIZ FORTE

Armoracia rusticana.

Descrição : Planta da família das Brassicaceae, também conhecida como raiz picante, rábano bastardo, rábano de cavalo, rábano picante,rábano rústico, rábano silvestre, rábano silvestre maior, rabão silvestre, rabão rústico, rabiça brava, rabo de cavalo ou saramago maior. A raiz-forte é uma planta perene, herbácea. As folhas radicais junto à raiz) são grandes e oblongas, enquanto as folhas caulinares são lanceoladas. A planta possui raízes profundas, flores brancas com quatro pétalas inteiras e seu fruto é uma silíqua pequena, de cerca de 4 mm de comprimento. A raiz-forte pode alcançar até 1 metro de altura; Mais de 20 plantas diferentes foram chamadas de "raiz-forte" através dos séculos. A Armoracia rusticana é cultivada comercialmente por suas raízes grossas, carnudas e brancas que possuem um gosto forte, irritante e intensamente pungente. Alguns híbridos são estéreis, consequentemente, a planta é geralmente propagada com os cortes da raiz;

Habitat: Nativa do norte temperado da Europa Oriental - Rússia, Polônia e Finlândia e sudoeste da Ásia.

História: Tem sido cultivada e usada como um fitoterápico e um condimento por aproximadamente 2000 anos. Os primeiros colonos trouxeram a planta da raiz-forte para a América, e a planta tornou-se comum em jardins já no início do século 19; Chegou ao Brasil peai influência das culturas hebraica e japonesa e hoje pode ser encontrada em feiras e mercados especialmente na região sudeste; A raiz-forte tem uma longa história de uso na medicina tradicional; A raiz-forte é uma das "cinco ervas amargas" consumidas na páscoa judaica.

Toxicologia: Apesar do potencial para a irritação severa, a raiz-forte é geralmente reconhecida como segura para o consumo humano como tempero e condimento natural.

Parte utilizada: raízes, folhas.

Princípios Ativos: óleo essencial, resina amarga, açúcar, amido, albumina, ácido acético, acetato de cálcio, sulfato de cálcio, lignina, sais minerais, vitaminas C e A.

Propriedades medicinais: antisséptica, antiescorbútica, digestiva, estimulante, estomáquica, laxativa, vermífuga, diurética.

Indicações: gripe, febre, infecção urinária, reumatismo, dor muscular, bronquite, rouquidão. Condimento; Estimulante gastrointestinal; Diurético; Vermífugo; Ciática e a neuralgia facial/trigêmeo.

Uso pediátrico: Vermífugo, resfriados e infecções respiratórias

Uso na gestação e na lactação: O uso da raiz-forte deve ser evitado durante a gravidez e a lactação pois o alil-isotiocianato é um composto tóxico, irritante às mucosas. A raiz-forte também possui efeitos abortivos.

Posologia: Não há nenhum estudo clínico recente que provenha uma base científica para uma dosagem medicinal da raiz-forte. A dosagem clássica para o uso contra resfriados e infecções respiratórias é de 20g/ dia no preparo de xarope ( decocto concentrado e mel); Topicamente, ela foi aplicada à pele para reduzir a dor da ciática e da neuralgia facial. Internamente, foi usada para expelir a placenta, aliviar a cólica, aumentar a micção, e para tratar parasitas intestinais em crianças, nas doses de 20g/dia; A raiz-forte é usada como condimento e pode ser raspada e misturada com outros condimentos para fazer molhos ou conservas. As folhas novas e macias são usadas como uma hortaliça em saladas.

Efeitos colaterais: O tratamento tópico pode causar um rash (prurido) entematoso ou uma reação alérgica devido ao índice de glucosinolato. A raiz-forte é parte da família do repolho e da mostarda, e assim pode também deprimir a função da tireoide. Os isotiocianatos podem irritar as membranas mucosas com o contato pela inalação.

Precauções: A raiz-forte deve ser evitada durante a gravidez e a lactação por ser irritante tóxicos às membranas mucosas. pessoas com problemas de estômago ou intestino não devem usar. Pode ocorrer ode causar náusea, queimação, vômito e irritações de: pele, nasal, lágrimas.

Superdosagem: A ingestão de grandes quantidades pode causar o vômito e diarreias sanguinolentas

raiz forte

Modo de usar:

- xarope da raiz: rouquidão.

- infusão com vinagre: remover sardas.

- externamente: reumatismo, dor muscular, bronquite.

Farmacologia: O componente medicinal da planta é a raiz. A pungência da raiz-forte é devido à liberação dos compostos alil-isotiocianato e butil-tiocianato, que ocorrem em combinação com a liberação do glucosinolato sinigrina e do 2-fenil etil glicosinolato. A pungência é liberada somente com o esmagamento da raiz.

Os isotiocianatos são liberados dos glucosinolatos pela ação das enzimas tioglucosidases, que são geralmente referidas como mirosinases.

Mais do que 6-glucosinoiatos voláteis foram identificados usando a técnica de espetroscopia de massa acoplada à cromatografia de gás (GC-MS). Outros componentes da raiz incluem: asparagina, resina, ácido ascórbico, e as enzima peroxidase; Para preservar a qualidade da raiz-forte. a raiz é geralmente desidratada, liofilizada, e moída; A enzima peroxidase é extraída da raiz e usada como um oxidante em testes químicos comerciais tal como a quantificação da glicose no sangue. A enzima também foi usada como uma sonda molecular em estudo de artrite reumatoide; A administração intravenosa da peroxidase da raiz-forte causou um efeito hipotensivo marcante em gatos.

O efeito hipotensivo foi completamente bloqueado pela aspirina e pela indometacina, mas não pelos anti-histamínicos; A raiz-forte é conhecida extensamente por seu sabor pungente e picante; Um extraio de raiz-forte inibiu a enzima colinesterase. Supõe-se que sua peroxidase atue através da estimulação da síntese de metabólitos do ácido araquidônico; Em um estudo, a mistura de raiz-forte seca e raspada em dosagens de 100,300, e 500 mg/kg, na ração alimentar inibiu o crescimento do Mycobacterium leprae em camundongos.

Os autores concluíram que a raiz seca e raspada aumenta a atividade da mieloperoxidase nos neutrófilos do sangue, melhora a função antimicrobial dos fagócitos, diminui a leucocitose, e normaliza a contagem total de células do sangue em camundongos com lepra experimental.

A dose mais eficaz foi 300 mg/kg misturados com na comida. A duração da terapia por 5,8, e 11 meses não produziu nenhum efeito tóxico na atividade funcional do fígado (transaminases da alanina e do aspartato) nos animais de controle e teste.