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SALSA MEDICINAL

Petroselinum sativum

Descrição : Da família das Umbelíferas, herbácea bienal bem ramosa, de raízes fusiformes, grossas e de cor branca. No primeiro ano, surgem somente as folhas, que têm pecíolo longo, formato triangular, são penadas e divididas em segmentos de margens detadas ou crespas. No seundo ano de desenvolvimento, surgem as inúmeras flores brancas, que se reúnem em formato de guarda-chuva. O fruto-semente é um diaquênio. O plantio é feito por semeadura, em qualquer época do ano, em local definitivo. O cultivo pode ser feito em vasos e adapata-se bem a solos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica e pouco ácidos. Prefere climas temperados e frios. Deve ser feito em desbaste na planta quando atingir 5 centímetros de altura e a colheita começa 60 dias após a semeadura. A raiz deve ser colhida no primeiro ano e as folhas em qualquer época, cortando-se as mais desenvolvidas.

Habitat: Nativa da região mediterrânea, hoje cultivada no mundo inteiro.

História: As folhas e raízes da salsa são populares como condimentos e decoração de pratos no mundo inteiro. Seu uso medicinal também é antigo. No Líbano, a salsa é um dos ingredientes principais do prato nacional, tabule.

Modo de conservar : As raízes cortadas em pedaços, as folhas e os frutos-sementes devem ser utilizados frescos ou secos, em local ventilado e sem umidade. Conservar em vidros escuros ou sacos de papel, em separado.

Origem : Europa meridional; foi trazida para o Brasil no início da colonização.

Propriedades : Emenagoga, diurética, vasodilatadoras e tonificante.

Indicações : Retenção de líquidos, celulite, insuficiência cardíaca, urina escassa, insuficiência renal, inapetência, anemia, esgotamento físico, dismenorréias. Tanto a raiz coom as folhas e talinhos da salsa podem ser usados em chá diurético, estimulante, emenagogo e fortificante.

Principios Ativos : Vitaminas: A, B, C e K; Sais minerais: cálcio, ferro; Óleo essencial: apiol e míristicina; Carotenóides; Psoraleno e compostos relativos: ficusina, bergapteno, majudina, e heraclina; Furocumarínas antimicrobiais: psoraleno, 8-metoxipsoraleno, 5-metoxipsoraleno, oxipeucedanina, e tsopimpinelina; Glicosídeos estrogénícos de flavona: 6"-acetilapina e petrosídeo.

Toxicologia : Mulheres grávidas devem evitar ingestão de salsa de forma abundante, pois predispoe ao aborto. Pessoas alérgicas a outros membros da família Apiaceae (exemplo, cenoura, erva-doce, aipo) podem ser especialmente sensíveis aos componentes químicos nas flores da salsa. As reacões adversas da ingestão do óleo incluíram dor de cabeça, vertigem, perda de balanço, convulsões e danos renais. Os compostos psoralenos encontrados na salsa foram associados com uma reação de fotodermatite encontrada entre os colhedores de salsa. A reação dermatológica é geralmente apenas evidente se as áreas expostas ao suco também forem expostas à luz solar forte, esta reação pode ser minimizada pelo uso de roupas protetoras e de proteção solar.

Modo de Usar :

Diurético, eliminador de uréia; inchaços, edemas; cálculos urinários; reumatísmos; gota: em uma xícara de chá, coloque 1 colher de chá de raízes picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá de manhã, em jejum, e outra à tarde.

Regularizador do fluxo menstrual : coloque 2 colheres de chá de frutos-smentes em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 10 dias e coe. Tome 1 cálice, 2 verzes ao dia, de preferência, 10 dias antes do início de masntruação.

Adscessos; chagas; feridas; úlceras; secar o leite materno; picadas de insetos : em um pilão, coloque 3 colheres de sopa de folhas e hastes frescas bem , picadas e adicione 1 colher de chá de el. Amasse bem até formar uma pasta. Espalhe sobre um pano ou gaze e aplique, em forma de cataplasma, sobre o local afetado, renovando a aplicação, 2 a 3 vezes ao dia.

Pasta para melhorar o apetite : em um liquidificador. coloque 2 maços de folhas e hasttes frescas de salsa, bem picadas, 1 cebola picada e 1 colher de chá de vinagre. Bata bem, até engasgar. Adicione 1 colher de sopa de óleo de cozinha. Bata novamente até engasgar. Adicione sal à gosto. Espalhe sobre fatias de pão integral e come antes das principais refeições.

salsinha

Farmacologia: A concentração do óleo da salsa varia por toda a planta. As raízes contêm 0,1% do óleo, enquanto a folha contém aproximadamente 0,3%. A fruta contém a maior porcentagem de óleo, entre 2% a 7%; O apiol e a míristicina podem ser responsáveis pelo o efeito diurético suave da semente e do óleo; O apiol é um agente antipirético e assim como a miristicína, é um estimulante uterino. O apiol era disponível em forma de cápsulas para o uso como um abortivo. Porém a eficácia deste composto como um uterotônico não foi comprovado, um produto russo que contém aproximadamente 85% de suco da salsa foi usado para estimular contrações uterinas durante o parto. Os dados a respeito da segurança e a eficácia deste produto não estão facilmente acessíveis; A atividade anticarcinogênica foi atribuída a 2 compostos diferentes, a 6-acetilapina e o petrosídeo. As atividades estrogênicas destes compostos são muito similares às isoflavonas encontradas nos grãos de soja; Psoraleno e compostos relativos que podem induzir a fotossensibilidade. Estes compostos incluem a ficusina, o bergapteno, a majudína, e a heraclina. A planta também possui diversas furocumarinas antimicrobiais: psoraleno, 8-metoxipsoraleno, 5-metoxipsoraleno, oxipeucedanina, e a isopimpinelina. A salsa também contém glicosídeos esírogênicos de flavona, o 6"-acetilapina e o petrosídeo; As furocuma-rinas extraídas de 4 variedades de folhas de salsa frescas e liofilizadas inibiram a Escherichia coli 0157:H7, Lisíeria monocytogenes, Erwinía carotovora e L. ínnocua; A miristicina, um composto encontrado no óleo da salsa, é sugerido ser parcialmente responsável pelo o efeito alu-cinógeno da noz-moscada. Não se sabe se o óleo da salsa também induz a alucinação, mas a prática de fu-mar a salsa como um substituto da Cannabis era bem conhecido durante os anos 60. A salsa pode ter sido fumada para produzir um efeito eufórico ou como um veículo para drogas mais potentes tal como a fenciclidina; Os ratos que usaram um extraio aquoso da semente da salsa no lugar da água eliminaram um volume mais elevado de urina comparado com os controles. Uma técnica de perfusão in situação do rim também encontrou o mesmo resultado. Pesquisas sugerem que o efeito diurético da salsa é através de inibição da bomba de Na+K+; O efeito laxativo do extrato da semente da salsa também é atribuído à inibição da bomba de sódio e da bomba de Na+K+; Um extrato metanólico das partes aéreas da salsa mostrou uma atividade estrogénica potente na linhagem celular MCF-7 de câncer da mama; Os extratos da salsa mostraram uma pequena atividade antibacteriana e antifungal quando testados in vitro, porém não se sabe se esta atividade é também é observada in vivo; Como alimento, a salsa é (uma) excelente fonte natural de vitaminas e minerai, que incluem: cálcio, ferro, caroteno, ácido ascórbico, e vitamina A.

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Posologia: Em média, um adulto pode consumir até 50 g de salsa por refeição; Cápsulas: 430 a 450mg; Chás de diversas partes obedecem à dosagem padrão: 1 colher de sopa de planta fresca para cada xícara de água; Sementes: flatulência e cólicas; Raiz: diurético; Suco; doenças renais; O óleo da salsa também foi usado para regular o fluxo menstrue, no tratamento da amenorréia e da dismenorréia, e também possui uma suposta atividade abortiva; As folhas amassadas são usadas para tratar tumores, mordidas de inseto, piolhos, parasita da pele, e contusões; O chá da salsa tem também usos tradicionais: tratamento de doenças da próstata, doenças do fígado e do baço, no tratamento da anemia, da artrite, e do câncer, além do uso como um expectorante, antimicrobial, afrodisíaco, hipotensivo, laxativo, e como uma loção para o couro-cabeludo para estimular o crescimento do cabelo. Interação medicamentosa: O suco da salsa pode alterar a atividade das drogas afetadas pelo citocrõmo P450. Uma diminuição do citocromo P450 no homogenato do fígado foi observada em camundongos; Pacientes em uso de antihipertensivos e diuréticos devem evitar o consu-mo excessivo de salsa pois ela pode aumentar a ab-sorção de sódio e alterar a PA; Pode potencializar os inibidores da MÃO; Diminuí o efeito da warírina.





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