SERRALHA

Sochus oleraceus

Descrição : Da família das Asteraceas, Planta anual, de pequeno porte, ereta, leitosa e pouco ramificada, com raiz que se aprofunda no solo. As folhas são alternas, de coloração verde-clara, abraçam o caule, que é oco e liso e divido com pequenos dentes nas bordas. O segmento terminal é maior que os outros e tem foramto triangular. Inflorescência em capítulos amarelo, com flores liguladas que nascem em hastes terminais. O fruto semnte tem papilhos macios e brancos. Reproduz-se po rfruto, de preferência em solos férteis e ricos em matéria orgânica. Propaga-se facilmente, pois o vento se encarrega de difundir os pequenos frutos. Quando do cultivo espalhase as sementes em terra fofa, em local definitivo, no final do inverno. É invasora de áreas agrículas, pastagens, terrenos baldios e hortas, vegetando melhor no período mais ameno do ano. Seu sabor amargo atinge uma riqueza máxima no verão, época em que produz uma quantidade maiso de látex. A colheita deve ser feita, de preferência antes do aparecimento das flores, entretanto, as flores também podem ser utilizadas.

Origem : Norte da África, Europa e Ásia. Encontrada no Brasil, nas regiões sulinas.

Plantio : Multiplicação: por sementes; Cultivo: em campos abertos ou em hortas. Não exige clima nem solo e desenvolve-se melhor em local com relativa umidade e solos férteis; Colheita: o ano todo, na floração.

Modo de conservar : A planta toda deve ser seca ao sol, em local ventilado e sem umidade. Conservar em vidros ou potes bem tampados.

Propriedades : Antiinflamatório e diurético

Indicações : Combate dores de origem reumática, anemia carencial, afecções hepáticas, astenia e também tem ação cicatrizante.

Principios Ativos : Óleo essencial, esteróides, resinas, glicídeos, vitaminas e taninos, dentre outros.

Modo de usar :

Digesivo estomacal, hepático e intestinal : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa da planta picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, antes das pricipais refeições.

Diurético; cistites; edemas; afecções das vias urinárias : coloque 2 colheres de sopa da planta picada em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome à vontade durante o dia - não tomar após as 17:00 horas.

Feridas; chagas; pruridos; eczemas; escaras; úlceras varicosas : lave muito bem a planta fresca e enxugue. Em um pilão, coloque 3 colheres de sopa da planta picada e adicione 1 colher de sopa de glicerina. Amasse bem até formar um apasta. Espalhe em uma gaze ou pano e aplique nos locais afetados, em forma de compressa, de 2 a 3 vezes ao dia.

Atonia estomacal e intestinal; falta de apetite; anemias; diurético : coloque 3 colheres de sopa da planta picada em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceraçào por 10 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeiçõe.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. Porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

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