SOJA

Glycine max

Descrição : Também conhecida como fava-da-manchúria, feijão-chinês, feijão-da-china, feijão-soja; soja.

Parte utilizada: brotos, caule, flores, folhas, raízes, sementes.

Origem : Sudoeste Asiático.

Constituintes químicos:
ácido araquidônico, ácido aspártico, ácido esteárico, ácido glutâmico, ácido hidrociânico, ácido linoléico, ácido linolênico, ácido oléico, ácido oxálico, ácido palmítico, ácido pantotênico, ácidos graxos insaturados, afromosina, aglobulina, alanina, alantoína, arginina, astragalina, betaína, bornesitol, catequina, cistina, colina, daidzeina, enzimas, ergosterol, estigmasterol, fenilalanina, fibras, genisteina (fitoestrogênio), glicina, glicinina, guanidina, histidina, isoleucina, isovaleraldeído, kaempferol, lecitina, leucina, luteína, maltose, metionina, prolina, proteínas, pró-vitamina D, quercetina, rutina, sais minerais (ferro, cálcio), saponina, soisaponinas, sojagol, tirosina, treonina, trigonelina, triptofano, valina; vitaminas B1, B2, B12, C, E; xilose.

Propriedades medicinais: adstringente, antigripal, antiofídica, anti-reumática, calmante, dissolvente, emoliente, estomáquica, fungicida, mulsificante, hipocolesterolêmica, (reduz o colesterol ruim, o LDL, sem alterar o bom, o HDL), laxante, nutritiva, remineralizante, sudorífera, tônica, vasodepressora.

Indicações: afecção (bexiga, coração, intestinos, vesícula biliar), arteriosclerose; câncer de mama e colo de útero; cegueira, córnea, debilidade, disúria, doença de pele, dor de cabeça, dor reumática, edema, estômago, febre, fungo, gripe, hipercolesteremia (reduz o colesterol ruim, o LDL, sem alterar a taxa de bom colesterol, o HDL), insônia, osteoporose, reumatismo, melhorar os sintomas da menopausa.

Contra-indicações/cuidados: não usar na gravidez e consulte o médico se estiver fazendo reposição hormonal, para avaliar possíveis interações. Não deve ser consumida por pessoas alérgicas à soja.
A alergia à soja é mais comum em crianças e jovens, podendo levar a cólicas e presença de sangue nas fezes.

Toxicologia
: as sementes maduras cruas são tóxicas, por isso devem ser consumidas sempre cozidas.


Modo de usar:

- broto de soja: em saladas;
- extratos titulados e unificada a 40% de isoflavone (daidzeina e genisteina): 60 a 80 mg/dia;
- sementes fermentadas da soja possuem ação sudorífera e estomáquica, sendo usada no tratamento de febres, problemas estomacais, dores de cabeça, insônia e irritabilidade;
- raízes e caules em decocção: adstringentes;
- lecitina (derivada da soja): vasodepressor, sendo indicada como agente lipotrônico;
- fitoestrógenos existentes na planta (fungicidas, para proteção da planta): nos seres humanos, podem agir como agonistas ou antagonistas na produção de estrogênio. Os fitoestrógenos da soja estão sendo associados à baixa incidência de câncer de mama, de útero, de próstata e de cólon, bem como de doenças coronárias, na população oriental;
- emplastro das folhas de soja: aplicado externamente sobre picadas de cobras;
- flores: tratamento de cegueira e opacidade da córnea;
- sementes imaturas: afecções da bexiga, do coração, dos intestinos e da vesícula biliar;
- brotos de soja: edemas, disúria, diminuição do suor e estágios iniciais de gripe e dores reumáticas;
- fabricação de produtos de beleza: devolver a nutrição e maciez da pele, acalmar os tecidos.

Referência :

A soja é uma espécie de leguminosa (Glycine max L.) proveniente do sudoeste asiático
A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

soja

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