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Tilia cordata

Descrição : Planta da família das Tiliaceae, também conhecida como teja, tejo, tella, texa, tilha, tillera. Árvore de grande porte, tronco liso mas com zonas avultadas por raminhos e rebentos jovens; folhas de 3 a 6 cm de comprimento, pontiagudas e em forma de coração; brácteas suspensas, primeiro com pequenos grupos de flores branco amareladas e depois ramalhetes de pequenas nozes sem nervos e de casca fina. Esta bela árvore ornamenta parques e jardins. Em alamedas ou em isolado, dá sombra e um cheiro no Verão. As abelhas apreciam muito as suas folhas.

Habitat: Nativa das regiões temperadas do hemisfério Norte.

História: É usada em medicina caseira há centenas de anos. Costuma ser importada para finalidades medicinais, apesar de ser encontrada no Sul do Brasil, trazida por imigrantes; Faz parte da farmacopeia homeopática.

Partes utilizadas : Cascas e inflorescências.

Origem : Europa e Bálcãs.

Floração : De Junho a Agosto.

Princípios Ativos:Cascas: Mucilagens; Esteróides: B-sitosterol, stigmasterol, esteres ácido graxos do stigmasterol; Triterpenos: esqualeno; Folhas: taninos ; Mucilagens; Flavonoides: tilirosídeo, 3,7-campferol- diharmnosídeo, 3-0-campferol-7-0-rhamnosídeo-glicosídeo, iinarina (acaceíina-7-rutinosídeo), 3,7-quercetina-di-O-ramno-sídeo, 3-0-quercetina-7-O-ramnosídeo-glicosídeo; Flores: Hidroxicumarinas: calicantosídeo, aesculina; Mucilagens: arabino-galactonas associsadas com ácido urônico; Áci-dos orgânicos: cítrico, siquímico, quínico, polifenólicos: caféico, clorogênico e gálico; flavonoides: astragalína, isoquercetina, campferina, quercetina, tilirosídeo, quercetina-ramnoxilosídeo, 3-0-campferol-7-0-rhamnosídeo-glícosídeo, 3,7-quercetina-di-O-ramnosídeo, 3-0-quercetina-7-0-ramnosídeo-glicosídeo; Óleos essen-ciais: linalol, germavreno, geraniol, 1,8-cineolol, 2-fenil-etanol, fenil-etil-benzoato; Gerais: Óleos essenciais: farnesol, Tiliadina, (3-amina; Vitaminas 81, B2 e C; Fitosteróis.

Propriedades medicinais: Anticatarrais, antiespasmódica, calmante, digestivo, emoliente, estomáquica, expectorante, sedativa, sudorífica, tônica geral, sedativo.

Indicações: bronquite, calmante, cansaço, catarros, digestão, diurético, dispepsia, dor de cabeça, enxaqueca, epilepsia, escarlatina, esgotamento nervoso, espasmo, expectorante, estômago, gripes e resfriados com febres, histeria, hidratar, males do estômago, resfriados, sarampo, sedativo, suavizar e regenerar a pele; sudorífero, tensão nervosa, tônica.

Uso na gestação e na amamentação: Planta segura nas doses terapêuticas indicadas. Não há informações da sua farmacocinética ou sobre seu uso nestas condições.

Contraindicações: contra indicada em portadores de insuficiência cardíaca.

Posologia: Adultos: 5 a 25ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 4g de cascas frescas 3U 8g de cascas secas (1 colher de sopa para cada (içara de água) em decocto; para uso interno até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; 4g de flores frescas ou 2g de flores secas em infuso para uso interno até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs; A casca da Tília sob a forma de carvão é usada internamente para diarreia, até 1 colher de sobremesa rasa (2,5g) ao dia e topicamente em úlceras; O infuso pode ser usado como compressa e, nos casos oftálmicos, estas devem ser frias para evitar a proliferação bacteriana; Extrato fluído: de 1 a 5ml diários; Crianças: tomam de 1 /6 a Vs doses de acordo com a idade.

Precauções: Em portadores de insuficiência cardíaca.

Efeitos colaterais: Pode causar náuseas e vômitos em pessoas sensíveis.

Superdosagem: Pode causar náuseas, vômitos e diarreias em doses (muito) elevadas. Tratamento sintomático deverá ser instituído.

Toxicologia: Sem toxidade nas doses recomendadas.

tilia cordata

Farmacologia: O carvão de tília é altamente absorvente mas não foram encontrados relatos de sua forma de atuação. Apesar do efeito diaforético evidente, não há provas laboratoriais; Os flavonoides da planta respondem pelo efeito sedativo, ansiolítico e anti-stress, seus mecanismos ainda estão em estudo; Os efeitos diuréticos, hipotensor e coletérico ainda não foram suficientemente documentados, mas são eficientes em experiências com animais; O extrato aquoso da planta é antimicrobiano; O efeito antitussígeno, adstringente, diurético, sedativo e analgésico das flores ainda (estão) não está totalmente esclarecido; O extrato alcoólico das flores é antimicrobiano in vitro pelos taninos , flavonoides e óleos essenciais; Em estudos com animais foi demonstrados efeito sedativo e antiede-matoso. O efeito diaforético é controverso; A inalação feita com flores de tília mostrou-se eficaz no alívio de sintomas comuns de resfriado em comparação com um grupo de controle.

Modo de usar:

Uso interno:

- chá: propiciar sono tranquilo, recondicionar o estômago e aliviar espasmos.

- infuso de 1 colher de chá de flor seca em uma xícara de água fervente: 3 vezes ao dia. Cansaço, esgotamento nervoso, epilepsia, dispepsia, sudorífera, brônquios.

- tintura: 1:5 em álcool 45%: 1 a 2 ml.

Uso externo:

- infuso ou decocto de flor: banho, compressa, gargarejos.

- chá das flores usado externamente: hidratar, suavizar e regenerar a pele.


Dieta  de 21 dias