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TROMBETEIRA

Brugmansia suaveolens

Descrição : Planta da família das Solanaceae. Também conhecida como babado, cartucheira, cartucho, copo-de-leite, saia-branca, sete-saias, trombeta-de-anjo, trombeteiro e zabumba-branca. É um arbusto utilizado como planta ornamental devido às suas grandes flores em forma de trombeta. A trombeteira é um arbusto grande e ereto, que atinge facilmente 2 ou 3 metros de altura. Suas folhas são grandes, ovais, alternas, caducas, verdes e pubescentes na face infeiror. As flores em formato de trombeta, são pêndulas, simples, perfumadas e podem ter cerca de 30 cm de comprimento. São em geral de coloração branca ou amarela, mas ocorrem variedades e híbridos de flores róseas e dobradas também.

Parte utilizada: Folhas, flores, sementes.

Origem: América Central e América do Sul.

Plantio : Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, arenoso e enriquecido com matéria orgânica, regado a intervalos regulares. As adubações devem preceder a floração e as podas devem ser realizadas após a floração. A trombeteira aprecia o calor e a umidade, e é comum observá-lo naturalmente na beira de riachos. Podemos plantá-lo sob meia-sombra, mas as flores podem se tornar esparsas nesta situação de luminosidade. Não tolera o frio intenso, mas podem ser cultivadas em estufas. Multiplica-se por sementes e estaquia.

Princípios Ativos: alcalóides (daturina, atropina, atropamina, hiosciamina, escopolamina, norscopulamina, meteloidina), ácido acético, ácido aconítico, ácido ascórbico, ácido caféico, capsidol, ácido clorogênico, ácido cítrico, ácido ferúlico, ácido fórmico, ácido fumárico, ácido glicóico, ácido láctico, ácido lignocérico, ácido linoleico, ácido málico, ácido oléico, ácido esteárico, ácido sucínico, butanol, datugenina, esculetina, etanol, flurodaturatina, glucose, potássio-nitrato, proteína, sitosterol, taninos.

Trombeteira

Propriedades medicinais: Antiasmática, anticonvulsivante, cardiotônica, dilatadora, emética, narcótica.

Indicações: De alguns compostos da flor fabrica-se remédios para mal de Parkinson, infecções urinárias, problemas cardíacos, síndrome pré-menstrual, overdose de colinérgicos.

Contra-indicações/cuidados: gestantes, nutrizes, crianças. Pode ocorrer náusea, vômito, pele quente, seca e avermelhada, rubor facial, mucosas secas principalmente ocular e bucal, taquicardia, convulsão mental, mudanças repentinas de comportamento, alucinações com visão de formas e cores variadas, vertigem, delírio acompanhado de convulsões, aumento da pulsação, dilatação da pupila e embaçamento da visão, diminuição das secreções, lentidão de reflexos e retenção urinária, diminuição de reflexos e exercício motor da medula, paralisia dos músculos estriados e excitação os músculos lisos. A ingestão sem a supervisão de um especialista pode levar à morte. Do socorro deve constar: o esvaziamento gástrico desde que seja feito em tempo útil. A lavagem gástrica deve ser enérgica e precoce. A hipertemia deve ser tratada com medidas físicas (bolsas de gelo, compressas úmidas, etc.) pois em geral são ineficazes os analgésicos. Diazepínicos podem ser utilizados para controle da agitação psicomotora muito intensa. Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos e assistência respiratória são procedimentos importantes. Administrar fisostigmia para pacientes graves, pois os efeitos colaterais são significativos.

Modo de usar: cigarros das folhas secas: bronquite (trás efeitos narcóticos).




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