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URTIGA MIÚDA

Urtica urens

Descrição : Planta da família das Urticaceae, também conhecida como urtiga-ana, urtiga-da-miúda e urtiga vermelha. Herbácea perene cresce de 60cm a 1,5m e tem um rizoma duro e caule ereto. As folhas grandes, opostas, curto pecioladas, oval lanceoladas cordiformes a base e fortemente denteadas. Toda a planta é recoberta por pelos extremamente picantes, em formato de garrafas, saturadas de ácido fórmico, que é o responsável pela dor que o menor contato com a pele provoca. Flores pequenas, axilares e pendentes de panículas ramificadas que surgem de 4 em 4 na axila das folhas, esbranquiçadas ou amareladas. As flores masculinas só possui estame e as femininas um pistilo ou ovário. O fruto é um aquênio com uma única semente.

Habitat: É comum em regiões temperadas de todo o planeta.

História: Foi trazida da Europa pelos portugueses, principalmente pela utilização de suas fibras na indústria têxtil. As suas qualidades terapêuticas são conhecidas desde a antiguidade, e é usada até hoje terapêutica e elementarmente pelo homem e em veterinária neste caso para engorda e produção de ovos das aves e nutrição e pelagem de cavalos. A substância urticante perde seus efeitos com a secagem.

Parte utilizada: Toda a planta, fresca e florida.

Ocorrência : Europa, Norte da África até ao Médio Oriente; introduzida na América tropical e Austrália

Floração : Março à Setembro

Propriedades medicinais: Anti-hemorrágico, anti-seborréico, depurativa, galactagoga, hemostático, hipoglicemiante, diurética, digestiva, tônica.

Indicações: Abscessos do estômago, anemia, apendicite, asma, aumentar o leite, câncer, caspa, diabete, digestão, gota, hemorragia uterina, hidropisia, irritação cística, queda de cabelo, pele (afecções), problemas uretrais, reumatismo, tuberculose pulmonar.

Princípios ativos: Ácidos orgânicos: ácido fórmico, ácido salicílico (parcialmente solúvel em água), ácido Málico e cafeólico taninos : ácido gálico; Aminas ativas: histamina, serotonina, acetilcolina; Mucilagens; Vitaminas: A, complexo B e C; B - caroteno; íons de potássio (planta fresca); Nitratos; Óleos essenciais; Pectinas; Resinas; Glicosídeos: encontrados na quercetina; Flavonoides: rutina, isoquercetrina, astragalina, rutinosídeo As raízes possuem esteroides: sitosterol, stigmasterol, campesterol; Lecitinas; Polissacarídeos: glucanos, glucogalacturonano, arabinogalactanos ácidos com atividade; imunoestimulante; Hidroxicumarinas: scopoletina; Lignanas.

Uso pediátrico: Edema associado a glomerulonefrite ou outras condições com retenção de água e eletrólitos.

Uso na gestação e na amamentação: Não deve ser usada nos 3 primeiros meses de gravidez pois não há estudos sobre sua teratogenicidade. É galagtagoga.

Precauções: No manuseio da planta fresca.

Superdosagem: Não há relatos de intoxicação por Superdosagem. Caso ocorra deverá ser feito o esvaziamento gástrico por lavagem com soro fisiológico e medicação de suporte.

Contraindicações/cuidados: com os espinhos ao apanhar suas folhas pelo efeito urticante. Depois de murchos ficam inofensivos.

Efeitos colaterais: alergia ao contato com os espinhos antes de murchar. Alergias em pessoas sensíveis, tanto com o uso externo como interno.

Modo de usar:

decocção de 20 g da planta para um litro de água.

Uso externo e/ou tomar 4 a 5 xícaras ao dia.

Alimentação afogadas, guisados ou ensopados: folhas bem tenras.

Posologia: Adultos: 10 a 15ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 2g de erva seca (1 colher de sopa) em infusão até 3 vezes ao dia; Cápsulas 2g tomadas 2 ou 3 vezes ao dia; Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, às refeições; De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições; De 8 a 12 anos: 4ml 3 vezes ao dia, às refeições.

Interação medicamentosa: Inibe a absorção de ferro administrado simultaneamente.

urtiga miuda

Farmacologia: O efeito urticante, extremamente doloroso das folhas é eliminado pela secagem. Há relatos do uso das folhas frescas como contra irritante, não comprovado, pois elas além de serem irritantes são ao mesmo tempo anti-inflamatória e analgésicas (scopoletina, ácido cafeólico e l3-srtosterol); Os fenóis ácido málico e cafeico principalmente apresentam efeito anti-inflamatória inibindo a síntese de metabólitos do ácido araquidônico in vitro. As propriedades antiflogísticas são devidas à ação enzimática em mais de uma forma; Os flavonoides possuem efeito vasoconstritor - atuam na insuficiência venosa diminuindo a permeabilidade das veias; também exercem ação anti-inflamatória. Como consequência da atividade constritora, apresenta também efeito hemostático. Em estudos sobre traumatismos estes componentes mostram se eficazes - no aumento da diurese e na redução do edema local. Os seus taninos respondem por sua atividade antidiarreica. A secretina, encontrada nas folhas, potencializa e otimiza a ação das enzimas e a rapidez da digestão; O extrato aquoso exibe polissacarídeos imunoativos e lecitinas - estimulam linfócitos humanos (Wilier & Wagner,1990). Também houve inibição de citopatogenicidade de viroses em humanos com imunodeficiência (Balzarini et col., 1992); O extrato da Urtiga tem ação diurética muito eficaz. Estudos realizados na Alemanha, comprovam isso, inclusive na redução de edemas da insuficiência cardíaca (Keeser, 1940); Seu efeito sobre o ácido úrico também é notável ela aumenta sua saída dos tecidos para o sangue e posterior diurese o que deu resultados excelente em séries controladas de pacientes portadores de artrite gotosa. Pesquisadores dos EE.UU. demonstraram a ação da Urtiga no tratamento de prostatite, hiperplasia prostática e adenoma de próstata (Skoleland & Albrecht, 1997). Efeito antifúngico (Bombardelli & Morazzoni, 1997). Efeitos na inibição de sinais clínicos em ratos em patologias semelhantes ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (Musette, 1996); O uso interno do infuso de folhas de Urtiga é galactagogo, mas este mecanismo ainda não está claro.

Estudos clínicos: Diurético: O tratamento por 14 dias aumentou o volume urinário e diminuiu a pressão sanguínea sistólica. Irrigação da bexiga e litíase renal: O órgão alemão de vigilância sanitária, Comissão E, confirma estas indicações; O uso como ativador da liberação da bile está em estudo; A urtiga, combinada com outra ervas, foi testada em 22 pacientes para irrigação da bexiga. Perda sanguínea pós-operatória, bacteriuria e inflamação foram reduzidas após a adenomectomia prostática; Hiperplasia prostática benigna: Um possível mecanismo seria a presença de esteroides hidrofóbicos, que inibiriam a atividade do sóciopotássio-ATP-ase da próstata, levando ao crescimento das células suprimidas nessa área; Outra pesquisa explica o mecanismo de forma diferente mas sugere que o extrato aquoso é o componente ativo na terapia da HPB que inibe a ligação da globulina do hormônio sexual com seu receptor. A urtiga, combinada com outras plantas em extrato, foi eficaz no tratamento da HPB em 134 homens - reduziu o fluxo urinário, a nictúria e urina residual. Uma dose de 300mg foi tão eficaz quanto à de 150mg. A urtiga dioica liofilizada foi testada para rinite alérgica, em um estudo duplo-cego, 57% de 69 portadores de febre-dos-fenos, avaliou a urtiga entre moderada e altamente eficiente x placebo.


Dieta  de 21 dias