URUCUM
Bixa orellana
Descrição : Da família das Bixáceas, Planta de porte médio. As folhas são pecioladas. alternadas e persisitentes. As flores são pequenas, na tonalidade branco-rósea e aparecem n aponta dos galhos. Os frutos são pequenas cápsulas espinhosas, também denominadas de cachopa, contendo em seu bojo 30 a 50 sementes coma rilo. Existem 2 variedades dessa planta, que se distingue pelas cápsulas de cor verde ou vermelha. O arilo ou polpa da semente fornece dios corantes naturais: a bixina que é vermelha, e a oerina que é amarela e solúvel na água. A reprodução da planta, que é de fácil adaptação, pode ser feita por estacas ou sementes, nos mese sde outubro e março, época das chuvas. Frutifica 3 anos após o plantio e a reprodução se prolonga por cerca de 30 anos. Não e exigente quanto ao solo, mas não tolera geadas.
Parte utilizada: frutos, sementes, raiz.
Origem : América tropical, e é bem cultivadas em todos os países e nos estados do Brasil
Modo de Conservar : As sementes podem ser utilizadas frescas ou secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em potes de porcelana ou vidro escuro, bem tampados.
Plantio : Floresce e dá frutos espinhudos de até 3 cms em janeiro/fevereiro e junho/agosto. Dentro dos frutos se encontram as sementes que podem ser verdes ou vermelhas. Para cultivo, semear em sacos e transplantar após 4 a 6 meses da germinação, à distância de 5 metros. Frutifica após 3 anos. Gosta de sol pleno, clima úmido, solos férteis e ricos em matéria orgânica; ressente-se de geadas.
Propriedades : Adstringentes, cicatrizante, emoliente e antiinflamatória.
Indicações : Para uso interno, combate aftas, faringites e amigdalites (gargarejos). Para uso externo, em forma de lavagens e compressas combate infecções cutâneas, erupções, queimaduras leves e celulite.
Principios Ativos : Taninos, flavonóides, ácidos graxos dentre outros.
Contra-indicações/cuidados: gestantes e lactantes. Tóxico para o fígado e pâncreas. Pode causar variações na taxa de glicose.
Obs.: a casca da semente tem efeito tóxico ao pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina. A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina.
Modo de usar:
- folhas previamente machucadas: curar panos (infecção micótica): uso externo;
- pó do arilo das sementes: em gargarejos: amigdalites, afecções bucais;
- sementes amassadas: aplicação tópica em queimaduras;
- maceração a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias;
- pó das sementes maceradas: digestivo, laxante, expectorante, febrífugo, cardiotônico, hipotensor, antibiótico, antiinflamatório para contusões e feridas, colesterol, sarna e piolho;
- infusão: 10 a 15 g de sementes por litro de água fervente por 15 minutos: endocardite, pericardite, afecções do estômago, obstipação intestinal, hipotensor, vermífugo, tratamento de doenças pulmonares, asma, febres, afrodisíaco, moléstias cardiovasculares, digestiva, expectorante, laxante, colesterol;
- infusão das folhas: bronquite, faringite, expectorante, inflamação dos olhos;
- decocção das raízes: digestivo, inflamação.
- decocto de 3 g de sementes em 300 ml de água por 10 minutos. Tome uma xícara após as refeições: laxante;
- decocção das folhas: sarampo;
- extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal;
- extrato alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo;
- tintura: deixar macerar por 8 dias 20 g de pó da semente em 100 ml de álcool 70o. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos, antídoto do ácido cianídrico;
- óleo de urucum: 50 gs de sementes de urucum / 250 g de óleo de amêndoas ou algodão ou soja. Deixar a mistura em banho-maria por 2 horas: beleza e proteção da pele;
- repelente: dilua uma colher das de chá de pó das sementes em 100 ml de óleo puro ou glicerina. Espalhe pelo corpo;
- reposição de carotenos e beta carotenos: beber até 1 g do pó das sementes por dia;
- fabricação de produtos bronzeadores e de proteção solar.
Obs.: Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Salmonella typhi.
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