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UVA URSINA

Arctostaphylos uva-ursi

Descrição : Planta da família das Ericáceas, também conhecida como uva ursina, buxilo, buxulo, medronheiro, ursina, uva de urso e uva dos ursos. Subarbusto de caules longos e rasteiros, de folhas perenes, carnosas, pequenas de cor verde escura. Seu fruto é em bagas de vermelho brilhante. Também chamada de uva de urso, medronheiro-ursino. Em virtude de suas folhas se conservarem sempre verdes pode ser colhida em qualquer estação do ano. O nome “uva-ursi” é a expressão latina para uva-de-urso, adaptado não só porque os ursos comem as bagas da planta, mas também provavelmente porque o seu sabor desagradável as tornas impróprias para consumo humano e apropriadas à alimentação destes animais.

História: O nome latino, "uva do urso", alude ao gosto dos ursos pela fruta da planta. O primeiro registro da uva-ursi data do século XIII em um herbário Gaulês. Os chás e extratos das folhas toram usados como antissépticos e diuréticos do aparelho urinário por séculos. A planta foi usada como um laxante e as folha foram defumadas. Na homeopatia, a tintura das tolhas é eficaz no tratamento da cistite, da uretrite, e das inflamações do aparelho excretor; As frutas não são usadas medicinalmente; Faz parte da Farmacopeia de mais de 30 países desde 1964. No século XIX a uva ursi recebia o nome científico de Arbustus uva ursi, e é sob esse nome que ela está classificadas no Green`s Universal Herbal.

Habitat: Regiões montanhosas da Europa, Ásia e América do Norte.

Parte utilizada: Folhas.

Propriedades : adstringente, diurética, antisséptica e anti-inflamatória. A uva-ursina contém 5 a 15% de arbutina, que sofre hidrólise, quando ingerida liberando hidroquinona. A hidroquinona constitui o principal componente antisséptico e adstringente da planta. O ácido ursólico (um derivado triterpeno) e isoquercetina (um pigmento flavonoide) contribuem para a ação diurética do extrato.

Indicações : Afecções das vias urinárias: cistite, uretrite, prostatite, cálculos renais.

Princípios Ativos : taninos , glicosídeos, flavonoides, heterosídeos, hidroquinônicos, ácido ursólico, elágicos, cera e sais minerais.

Contraindicações : gestantes, nutrizes, crianças até 12 anos e pessoas com sensibilidade estomacal, úlcera estomacal ou duodenal; o uso excessivo pode provocar náusea, vômito, convulsão e colapso; o tratamento não deve durar mais de 10 dias seguidos, ou 15 no máximo. Se for necessário, pode ser repetir depois de algum tempo. O uso prolongado pode causar danos crônicos ao fígado e obstipação; em gestantes, pode reduzir o suprimento de sangue para o feto.

Efeitos colaterais: Os produtos que contêm a uva-ursi podem causar uma coloração verde da urina. A quantidade de taninos adstringentes da planta pode causar - o desconforto gástrico e geralmente limitam a dose ingerida.

Precauções: A uva-ursi não deve ser usada por pessoas com doenças do rim. A planta também não deve ser usada por mais de 7 a 10 dias consecutivos de cada vez.

Superdosagem: A ingestão da uva-ursi em grandes doses pode causar zumbidos no ouvido, náusea, vômito, cianose, convulsões, colapso, e morte.

Toxicologia: A hidroquinona é tóxica em grandes doses, a DL50 oral em ratos é 320 mglkg o que equivale a 199 para um adulto com 6Okg: A ingestão de 1 9 de hidroquinona pode causar zumbidos no ouvido, náusea, vômito, cianose, convulsões e o colapso. A ingestão de 5 9 da hidroquinona pode causar a morte; Estes sintomas são raros e, a maioria dos produtos comerciais possui menos de 1 9 de uva-ursi bruta por dose. Doses até 20 9 de uva ursi não causaram respostas farmacológicas adversas em indivíduos saudáveis.

Modo de usar: - infusão ou decocção de 10 g de folhas secas por litro de água. Tomar três xícaras das de chá ao dia; - misturar uma colher de sopa do pó de folhas secas em 200 ml de água. Tomar uma vez ao dia; - tintura: dez a vinte gotas em cem ml de água, três a quatro vezes ao dia; - extratos titulados, unificado (arbutina às 6%) 200 m g 4 x/dia.

Posologia: 5 a 10 ml diários, até 3 vezes ao dia, diluídos em água a última dose antes das 17h; 4g da tolhas frescas (1 colher de sopa pera cada xícara de água fria) maceradas por uma noite, em uso interno, até 3 vezas ao dia com intervalos menores que 12 horas, a última dose antes das 17h - dose equivalente a 400 a 840 mg de arbutina; PÓ: 1 a 6g1dia; Extrato fluido: 1,5 a 4g 3vezes ao dia; Extrato seco: 2g/dia. Interação medicamento. A arbutina pode potencializar a ação inibitória da prednisolona e dexametasona tanto na dermatite de conato quanto na artrite

Farmacologia: Devido a esta concentração elevada de taninos , os chás desta planta são feitos geralmente embebendo as folhas em água fria durante a noite. Este processo minimiza a extração dos taninos amargos. Um relatório sobre a isolação de taninas das folhas da uva-ursi está disponível na literatura.

uva ursina

Efeitos antimicrobiais: A arbutina é hidrolizada no suco gástrico, e assim convertida a hidroquinona após o consumo oral. Na urina alcalina, a hidroquinona é suavemente adstringente, tornando-se um agente antimicrobial eficaz.; Apesar desta atividade, na prática, grandes quantidades de uva-ursi precisam ser consumidas pera que qualquer eleito significativo ocorra e a urina precisa ser alcaIinizada. A evidência sugere que a arbutina pode contribuir na atividade antisséptica da planta, pois a arbutina e os extratos brutos da tolha toram mostrados possuir uma atividade antimicrobial suave in Wro. Um relatório discute a concentração Liquida da uva-ursi que possui propriedades antissépticas e diuréticas. Os extratos da partes aéreas da planta são os mais ativos contra a Escherichia CoIi e a Proteus vulgaris; Nenhum dado clinico ou de estudos em animais foi encontrado; Efeitos no aparelho excretor; A atividade antibacteriana da arbutina contra os organismos que causam a infecção do trato urinário é causada pela atividade das beta-gluoosideos e gases dos organismos. A uva-ursi é uma das melhores fontes de antissépticos urinários naturais e foi usada extensivamente na medicina fitoterápica. A monografia da comissão E alemã descreve seu uso "para desordens inflamatórias do trato urinário inferior." Um remédio herbário que contém a uva-ursi é usado para tratar a "estrangúria compulsiva, a enurese e a micturição dolorosa": Resultados de estudos clínicos: Um relatório discute a produção do metabólitos da uva-ursi, e outros estudos investigaram os efeitos de redução/secreção da bile produzidos pela planta e seus efeitos benéficos no tratamento da formação de pedras nos rins. Diversos compostos da planta (ácido ursólico e isoquercetina) são diuréticos suaves e contribuem para o efeito diurético da planta. A uva-ursi é um componente em muitas preparações fitoterápicas com ação diurética, disponível sem recém médica. Uma revisão dos efeitos diuréticos, e outras propriedades da uva-ursi esta disponível na literatura. Outros usos: A arbutina pode aumentar a ação inibitória da prednisolona e da dexametasona na dermatite de contato induzida, em reações de hipersensibilidade alérgica, e na artrite, sugerindo a ação terapêutica da uva-ursi contra inflamações imunológicas. Um outro estudo relata uma redução da hiperfagia, da polidipsia e da perda de peso em camundongos com diabete induzida que foram administrados a uva-ursi. Nenhum efeito nas concentrações plasmáticas da glicose ou da insulina foi observado, mas a erva pode oferecer algum benefício contra os sintomas da diabete mencionados acima. A terapia no tratamento da hepatite com (um) o extrato da uva-ursi experimentalmente induzida em ratos foi relatada. A folha da uva-ursi também foi eficaz em inibir a produção de melanina In vitro.


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