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VALERIANA - O CALMANTE NATURAL

Valeriana officinalis

Descrição : Planta da família das Valerianáceas, tambêm conhecida como erva-de-amassar, erva-dos-gatos, erva-de-São-Jorge, erva-de-gato, valeriana-menor, valeriana-selvagem, valeriana-silvestri. Vivaz de caule grosso e oco, com rizomas curots e cônicos, do qual partem raízes divergentes, quase horizontais e esbranquiçadas A haste é completamente oca, roliça, com estrias elistas, fistulosa e contêm de seis a dez pares de folhas, que são opostas, de pecíolo curto, divididas em segmentos dentados profundos. Possuem um sabor amargo intenso. As flores são numerosas, de cor branca ou rosada, e se reúenem em cachos ou ramalhetes opostos, em forma de guarda-chuva, na extremidade das hastes. As raízes e rizomas possuem inicilamente um sabor picante que logo desaparece, tornando-se um pouco amargo. Quando secas desprendem um odor forte e desagradável, semelhante ao da urina dos gatos. É uma erva de lugares úmidos, crescendo bem ao longo das margens dos rios. As raízes e os rizomas são coletados após 2 a 3 anos do plantio. Para tanto, arranca-se a planta toda para poder usufruir de todos os seus poderes terapêuticos, deixando na terra um rizoma, que dará origem a outro pé. Após a coleta, lacva-se bem em água corrente, sacundindo várias vezes com cuidado, para não machucar a epiderme.

Habitat: Distribuída extensamente nas regiões temperadas da América do Norte, Europa, e Ásia.

História: Apesar de seu odor desagradável, a valeriana era considerada como um perfume no século XVI na Europa; A tintura tem sido usada por séculos por suas propriedades sedativas, e é ainda amplamente utiliza-das na França, Alemanha, e Suíça como um agente que induz ou facilita o sono. Aproximadamente 50 toneladas de valeriana são vendidas todos os anos na França.

Origem : Europa e Ásia temperada. É cultivada nos Estados Unidos, Alemanha, Bálgica e França.

Modo de Conservar : As raízes e os rizomas devem se secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano, em ambiente seco e arejado, ao abrgo da luz solar.

Propriedades : Tranquilizante, sedativo, soníferos, analgésico, antiespasmódico e anticonvulsivantes.

Indicações : Usada como calmante e em todos os casos de nervosismo, inclusive em casos de epilepsia e neurastenia.

Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.

Uso na gestação e na lactação: Gestantes devem evitar o uso, pois reações adversas foram relatadas.

Principios Ativos : Monosequiterpenos; Sesquiterpenos: ácido valerênico, seus congéneres, álcoois e ésteres kessyl Triésterés iridóides (valepotriatos) valtrato, acevaltrato e o didrovaltrato; Alcalóides de piridina; Óleo volátil; Aminoãcidos: GABA, glutamina.

Contra-indicações/cuidados: contra indicada para gestantes. Doses abusivas ou uso prolongado, podem resultar em: agitação, cefaléia, dispepsias, vertigem, alterações na visão e audição, excitação mental, delírio, reações alérgicas cutâneas, alucinações, torpor, convulsões, morte por parada respiratória; o uso contínuo pode induzir ao chamado "valerianismo", um estado emocional instável. A essência é eliminada pelos rins, podendo a urina adquirir o cheiro característico da valeriana.

Posologia: 1,5g de raiz seca ou 3g de raiz fresca - 1 colher de chá para cada xícara de água, em decocto ou infuso, para uso interno, até 3 vezes ao dia para nervosismo ou como antiespasmódico e à noite com a finalidade de prevenir a insónia.

Efeitos colaterais: Estudos clínicos suportam que a valeriana possui menos efeitos colaterais do que drogas de controle positivo, como o diazepam. Produz pequeno efeito de 'ressaca' quando usado como um hipnótico; Um exemplo de síndrome de abstinência foi observado após o uso crónico da valeriana, porém a natureza complexa do histórico médico do paciente é um fator que gera grandes dúvidas sobre o papel da valeriana neste caso de dependência; A valeriana foi classificada como GRAS (geralmente reconhecido como seguro) nos Estados Unidos para a utilização alimentar, enquanto os extratos e o óleo da raiz são usados como flavorizantes em alimentos e bebidas.

Superdosagem: Uma overdose intencional foi relatada, em que a ingestão de 20 vezes a dose recomendada causou sintomas suaves que se resolveram dentro de 24 horas.

Toxicologia: Uma preocupação surgiu com a descoberta que os valepotriatos são agentes mutagénicos no ensaio de Ames, porém sua biodisponibilidade pobre torna-os uma fonte improvável de toxicidade em pacientes. Os ratos toleraram doses de valeriana maiores que 1 g/ kg, pelas vias - oral e intraperitoneal, mostrando uma ataxia, relaxamento muscular e hipotermia.

valeriana

Modo de usar: infusão ou decocção: - 5 a 15 g de raiz fresca (ou 5 g de raiz seca) por litro de água. Tomar 50 a 200 ml por dia; - vinho: macerar por 8 dias 25 g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia: depressão; - pó das raízes: 0,3 a 1,0 g, três vezes ao dia. - alcoolatura: 2 a 10 g por dia. - extrato fluido em álcool 60%: 4 a 8 ml, três vezes ao dia. Crianças: 0,20 a 0,40 g por ano de idade ao dia. Fitocosmético: decocto da raiz. Obs.: as raízes são arrancadas com dois anos, limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo.

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Farmacologia: Muitos métodos analíticos de cromatografia líquida de alta performance (HPLC) foram desenvolvidos para identificar os sesquiterpenos e os valepotriatos. A variação sazonal dos ácidos - valerênico e valepotriatos foram estudadas. Cultura histológica destas espécies de valeriana foi focalizada sobre a produção de valepotriatos; Diversos tipos de extratos foram testados, um extrato aquoso mostrou uma atividade em estudos do sono em doses de 270 a 900 mg, enquanto um extrato etanólico foi recomendado em uma dose de 600 mg para o sono. As combinações com os extratos de lúpulo (por exemplo, ReDormin, Ze 91019) ou com a erva-cidreira (EuVegal Forte) são comumente usado para promover o relaxamento e o sono, e a dose valeriana nestas combinações são encontradas em 320 a 500 mg. Os extratos lipofílicos tal como Baldrian-Dispert foram desfavorecidos por causa de uma possível toxicidade e pela falha de identificar os princípios ativos presentes no extrato. Enquanto há um debate substancial sobre os componentes responsáveis pela a atividade sedativa da valeriana, é incontestável que as preparações da valeriana produzem um efeito sedativo. Os estudos clínicos documentaram a eficácia da valeriana como um agente causador do sono; Os extratos aquosos e hidroalcóolicos da valeriana induziram a liberação do transportador GABA nas preparações sinaptossomais, o que foi interpretado como um efeito no transportador de GABA. O efeito in vitro foi correlacionado com a quantidade de GABA no extrato. Assim GABA pode ser responsável por alguns dos efeitos periféricos da valeriana, enquanto a glutamina, um outro aminoácido livre encontrado no extrato, pode cruzar a barreira sangue-cérebro e ser metabolizado em GABA in situ, desse modo produzindo a sedação central; Resultados de estudos em animais; Um extrato de álcool etílico que não contém nenhum valepotriato antagonizou convulsões por picrotoxina em camundongos, mas não teve nenhum efeito nas convulsões induzidas por metrazol ou harmano. O mesmo extrato prolongou o tempo do sono barbitúricos, mas não afetou a mobilidade espontânea, a percepção da dor, ou a temperatura corporal. Os efeitos foram atribuídos ao ácido valerênico. Um extrato alcalino aquoso comercial da valeriana (Valdispert), estandardizado pelo ácido valerênico, quando administrado por via oral aos camundongos, causou uma redução da mobilidade espontânea e aumentou o tempo do sono barbitúrico, mas não teve nenhum efeito nas convulsões induzidas por metrazol. O metabolismo cerebral foi examinado nos ratos usando a tomografia por emissão de pósitrons (PET-scan), e um efeito consistente com um mecanismo GABAérgico foi relatado com o uso de extrato de cloreto de metileno da valeriana, porém os valepotriatos e ácido valerênico não foram responsáveis por este efeito. Os compostos ativos não foram identificados; O ácido valerênico inibiu a GABA transaminase (GABA-T), a principal enzima que catabolizadora da GABA. A inibição da GABA-T aumenta o efeito inibitório da GABA no SNC, e pode conseqúentemente contribuir às propriedades sedativas da valeriana. O ácido valerênico administrado por via intraperitoneal produziu um efeito de depressão do SNC dos camundongos, potenciando o tempo do sono barbitúrico e reduzindo a atividade motora espontânea e o desempenho no rotorod; Os valepotriatos isovaltrato e valtrato, combinado com a valerenona, causaram um efeito antiespasmódicos no íleo isolado de cobaias, assim também como em outras preparações do músculo liso; Resultados de estudos clínicos: Inúmeras evidências comprovam que a valeriana é eficaz como um agente ansíolitico suave e causador do sono, embora o efeito pareça ser mais fraco em pessoas saudáveis do que pessoas que sofrem de insónia; Um extrato aquoso da raiz (400 mg de extrato) melhorou a qualidade do sono em vários parâmetros subjetivos em 128 voluntários saudáveis. Os pacientes idosos com desordens nervosas também responderam positivamente a uma preparação comercial de valeriana em um estudo placebo controlado, que foi avaliado usando parâmetros subjetivos e objetivos; A latência do sono foi diminuída em um grupo de 8 pessoas com insónia que receberam um extrato aquoso de valeriana em um estudo duplo-cego e placebo-controlado; Um estudo em um laboratório de sono encontrou pequenos efeitos sedativos em voluntários saudáveis. Um estudo multi-centro, porém não controlado, com mais de 11000 pacientes com desordens relacionadas ao sono encontrou melhorias subjetivas em 94% dos pacientes tratados. Um outro ensaio multi-centro usando a mesma preparação mas em uma população mais nova encontrou uma melhora sintomática progressiva em 10 dias de tratamento. A valeriana aumentou o sono de ondas-lentas em um estudo piloto pessoas com distúrbios do sono. Em contraste com os estudos precedentes que demonstraram uma rápida diminuição dos sintomas, um estudo encontrou que 2 a 4 semanas foram necessárias para se observar uma melhoria em 121 pacientes com insónia severa. Estes estudos foram revisados na literatura; Estudos de combinação: A valeriana é frequentemente combinada com outras ervas tal como lúpulo, hipérico, ou erva-cidreira em produtos comerciais. Várias destas combinações foram avaliadas em estudos clínicos. Uma combinação de hipérico e valeriana foi avaliada para uma atividade antidepressiva em um estudo duplo-cego com 93 pacientes trata-dos por 6 semanas. Todas as escalas psicométricas mostraram uma melhoria estatisticamente significativa; Um segundo estudo da mesma combinação para o tratamento da ansiedade também concluiu uma resposta positiva similar. Uma combinação de valeriana e de Hibiscus syriacus (hibisco da Síria) foi ativa em 130 pacientes deprimidos sobre um período de 6 semanas. Uma preparação de combinação da valeriana que contém ácido valerênico, mas não valepotriatos, melhorou a qualidade do sono em um pequeno estudo cruzado de pacientes com distúrbios do sono. A valeriana e a Melissa officinalis (erva-cidreira) foram eficazes quando combinadas em um estudo corn 20 pacientes com distúrbios do sono. A mesma combina-ção foi tolerada por voluntários saudáveis, e também melhorou a qualidade do sono; Um produto complexo composto de 6 ervas (Crataegos, Balota, Passiflora, Valeriana, Acácia, e Paulínia) foi usado para tratar a ansiedade generalizada (n = 91), produzindo diminuições progressivas na escala da ansiedade de Hamilton que foram significativamente maiores do que aquela observada com o placebo.

 




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