VALERIANA

Valeriana officinalis

Descrição : Planta da família das VAlerianáceas, vivaz de caule grosso e oco, com rizomas curots e cônicos, do qual partem raízes divergentes, quase horizontais e esbranquiçadas A haste é completamente oca, roliça, com estrias elistas, fistulosa e contêm de seis a dez pares de folhas, que são opostas, de pecíolo curto, divididas em segmentos dentados profundos. Possuem um sabor amargo intenso. As flores são numerosas, de cor branca ou rosada, e se reúenem em cahcos ou ramalhetes opostos, em forma de guarda-chuva, na extremidade das hastes. As raízes e rizomas possuem inicilamente um sabor picante que logo desaparece, tornando-se um pouco amargo. Quando secas desprendem um odor forte e desagradável, semelhante ao da urina dos gatos. É uma erva de lugares úmidos, crescendo bem ao longo das margens dos rios. As raízes e os rizomas são coletados após 2 a 3 anos do plantio. Para tanto, arranca-se a planta toda para poder usufruir de todos os seus poderes terapêuticos, deixando na terra um rizoma, que dará origem a outro pé. Após a coleta, lacva-se bem em água corrente, sacundindo várias vezes com cuidado, para não machucar a epiderme.

Origem : Europa e Ásia temperada. É cultivada nos Estados Unidos, Alemanha, Bálgica e França.

Modo de Conservar : As raízes e os rizomas devem se secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano, em ambiente seco e arejado, ao abrgo da luz solar.

Propriedades : Tranquilizante, sedativo, soníferos, analgésico, antiespasmódico e anticonvulsivantes.

Indicações : Usada como calmante e em todos os casos de nervosismo, inclusive em casos de epilepsia e neurastenia.

Principios Ativos : Um óleo essencial.

Contra-indicações/cuidados: contra indicada para gestantes. Doses abusivas ou uso prolongado, podem resultar em: agitação, cefaléia, dispepsias, vertigem, alterações na visão e audição, excitação mental, delírio, reações alérgicas cutâneas, alucinações, torpor, convulsões, morte por parada respiratória; o uso contínuo pode induzir ao chamado "valerianismo", um estado emocional instável. A essência é eliminada pelos rins, podendo a urina adquirir o cheiro característico da valeriana.

Modo de usar:
infusão ou decocção:
- 5 a 15 g de raiz fresca (ou 5 g de raiz seca) por litro de água. Tomar 50 a 200 ml por dia;
- vinho: macerar por 8 dias 25 g de raiz em 1 litro de vinho branco. Coar e tomar 1 cálice 3 vezes ao dia: depressão;
- pó das raízes: 0,3 a 1,0 g, três vezes ao dia.
- alcoolatura: 2 a 10 g por dia.
- extrato fluido em álcool 60%: 4 a 8 ml, três vezes ao dia.

Crianças: 0,20 a 0,40 g por ano de idade ao dia.
Fitocosmético: decocto da raiz.
Obs.: as raízes são arrancadas com dois anos, limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo.

Referência :

A Cura pelas Ervas e Plantas Medicinais Brasileiras - Ricardo Lainetti e Nei R. Seabra de Britto - Editora Ediouro. 1979.
Plantas que Curam - Cheiro de Mato. Sylvio Panizza - IBRASA. 1997.
CIAGRI - Banco de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Universidade do Estado de São Paulo.
Plantamed - Grande cadastro de plantas e ervas medicinais.

valeriana

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