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VINCA ROSA ou BOA-NOITE

Caíharanthus roseus

Descrição Botânica: Da família das Apocynaceae, também conhecida como vinca de gato, madalena ou boa noite. Planta herbácea perene, até 60cm de altura, rústica, odor desagradável, base lenhosa. Muito ramificada, folhas espatuladas, verde-escuro na página superior e verde claro na inferior, brilhantes; Flores róseo-liláses pediculadas que surgem na axila das folhas superiores, que florescem o ano inteiro.

PARTES USADAS: Raízes

Habitat: É nativa de Madagáscar, espalhando-se portadas as regiões tropicais do mundo.

História: A planta foi introduzida na Europa no século XVIII, como planta ornamental, hoje reconhecida mundialmente por seus efeitos contra o câncer é cultivada em todos os continentes nos climas quentes. É largamente utilizada no herbalismo.

Indicações e utilização: Anticancerígena: leucemia infantil, câncer de mama, coriocarcinoma, linfoma de Hodgkin, sarcomas, neuroblastoma, tumor de Wilms, sarcoma de Kaposi. Micoses; Hipertensão; Aumento da circulação cerebral; Diurética; Hipoglicemiante

Uso pediátrico: Leucemias.

Uso na gestação e na amamentação: contraindicada. tóxica .

Contraindicações: Gravidez e lactação.

Posologia: A planta não deve ser usada em manipulações tradicionais pois as concentrações de princípios ativos são baixos. A quantidade de planta necessária seria muito grande; A vinca rosa é hoje matéria-prima para a indústria farmacêutica - a partir de seus princípios ativos vimblastina, vincristina e vindesinala são fabricados medicamentos quimioterápicos anticancerígenos e antineoplásicos.

Efeitos colaterais: Aparentemente, não causa nenhuma. Há relatos (Morton, 1977) de seu uso como alucinógeno substituto da maconha mas este uso foi abandonado por falta de efeito farmacológico.

Superdosagem: Em grandes quantidades é tóxica . O uso prolongado de vincristina e vimblastina causa danos sistêmicos severos. Há relatos de dispneia aguda durante tratamento quimioterápico; O FDA considera a Vinca menor não segura para consumo humano; Entretanto, a Turquia, Europa e Eurásia utilizam-na e também a Homeopatia; Sendo a Vinca rosa e a Vinca menor, da mesma família botânica Apocynaceae, há convergência de descrições botânicas e de princípios ativos. Onde muitas vezes, o autor descreve uma planta ou seus princípios ativos, referindo-se a outra.

Princípios ativos: alcaloides: até agora foram identificados mais de 100 - os principais são - reserpina ,alstonina, ajmalicina, raubasina, vincaina,vimblastina, vincrisíina, vinorel-bina e vindesina; Óleos essenciais complexos.

Vinca Rosa

Farmacologia: As atividades, hipoglicemiante, hipotenssora, sedativas, anti-inflamatórias e anti-cancerígenas já foram comprovadas em laboratório; A vincristina é eficaz no controle da leucemia e linfomas, mesmo em estágios avançados; A vimblastina é eficaz em cânceres de testículo, mama, rins e estômago; A vindesina é eficaz contra o câncer de pulmão; As pesquisas do laboratório Lilly não confirmaram seus efeitos antidiabéticos, mas outras pesquisas confirmaram seus efeitos em felinos e os herbalistas de várias regiões do mundo utilizam-na com esta finalidade.

Toxicologia: tóxica para herbívoros; tóxica para humanos. Causa dispneia aguda; O uso prolongado causa danos sistêmicos severos e há relatos de casos fatais. Sem toxidade nas doses recomendadas.

Resumo Clínico: Usos etnofarmacológicos: anticancerígena, fungicida, aumenta a circulação cerebral, hipotensora.


Dieta  de 21 dias